Nenhuma proposta educacional existe em estado de neutralidade. Toda educação parte, consciente ou inconscientemente, de pressupostos fundamentais acerca da verdade, da realidade e do ser humano. Decidir o que deve ser ensinado, como deve ser ensinado e com que finalidade implica, inevitavelmente, uma visão de mundo que orienta tais escolhas. Verdade seja dita: A pretensão de neutralidade no campo educacional não elimina pressupostos; apenas os oculta.
O Reforma com Ciência rejeita a ideia de que o conhecimento possa ser adequadamente compreendido ou transmitido a partir de uma razão autônoma, desvinculada de compromissos últimos.
Reconhecemos que fé, razão e cultura estão intrinsecamente relacionadas e que toda produção intelectual opera dentro de um horizonte interpretativo mais amplo. Por essa razão, assumimos explicitamente nossos fundamentos, não como limitação ao pensamento crítico, mas como condição para sua coerência e responsabilidade.
Educar, portanto, não é apenas informar ou capacitar tecnicamente, mas formar pessoas capazes de compreender a realidade de modo ordenado, verdadeiro e moralmente responsável.
A educação que ignora seus próprios pressupostos contribui para a fragmentação do saber e para a dissolução cultural; a educação que os reconhece e os submete a princípios objetivos promove clareza intelectual, continuidade histórica e responsabilidade social.